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A Umbanda na visão de Ramatis
Ramatis é inegavelmente um referencial altamente positivo no assunto "espiritualidade" provado está por suas inumeras obras relacionadas ao assunto. O texto abaixo foi extraido da obra A Missão do Espiritismo, livro psicografado através do médium Ercilio Maes em 1967.
Leia com atenção!
A Umbanda é como um grande edifício sem controle de condomínio, onde cada inquilino vive a seu modo e faz o seu entulho! Em conseqüência, o edifício mostra em sua fachada a desorganização que ainda lhe vai por dentro! As mais excêntricas cores decoram as janelas ao gosto pessoal de cada morador; ali existem roupas a secar, enfeites exóticos, folhagens agressivas, bandeiras, cortinas, lixo, caixotes, flores, vasos, gatos, cães, papagaios e gaiolas de pássaros numa desordem ostensiva. Debruçam-se nas janelas criaturas de toda cor, raça, índole, cultura, moral, condição social e situação econômica, enquanto ainda chega gente nova trazendo novo acervo de costumes, gostos, temperamentos e preocupações, que em breve tentam impor aos demais.
Malgrado a barrafunda existente, (barrafunda = bagunça, desorganização) nem por isso é aconselhável dinamitar o edifício ou embargá-lo, impedindo-o de servir a tanta gente em busca de um abrigo e consolo para viver a sua experiência humana. Evidentemente, é bem mais lógico e sensato firmar as diretrizes que possam organizar a vivência proveitosa de todos os moradores me comum, através de leis e regulamentos formulados pela direção central do edifício, e destinados a manter a disciplina, o bom-gosto e a harmonia desejáveis! (p.130-132)
Comentário do pai de santo
Pois bem, a explicação acima retrata claramente a nossa atual realidade. Se você é umbandista irá concordar com o texto acima, já que é desta forma que a sociedade também nos vê. A Umbanda é uma religião ainda em tenra idade, se comparados os nossos 100 anos de prática aberta ao de outras religiões milenares, nesse raciocínio a Umbanda é ainda uma criança. Nessa obra Ramatis deixa claro que pertence aos praticantes e seguidores da Umbanda a missão de modificar a forma como a sociedade nos enxerga, desta forma, pertence ao dirigente umbandista (sacerdote ou pai de santo) e aos seus seguidores (médiuns e cambones(os) as medidas que se fazem necessárias para nos firmarmos como religião, tendo em vista a diversidade das práticas de um templo para outro, onde uma codificação é ainda um sonho. No meu ponto de vista o nosso maior problema é o fanatismo que ainda reina em nosso meio ou ainda, a ignorância com origem na falta de observação das regras e diretrizes estabelecidas pelos guias da Umbanda e também as introduções ritualisticas oriundas do Candomblé ou de outras religiões, já que sabidamente Umbanda e Candomblé são tão diferentes uma da outra, como o dia é da noite, tentar misturar os dois cultos é o mesmo que tentar misturar agua com óleo. A Umbanda não desmerece o Candomblé ou qualquer outra religião, na verdade a Umbanda não desmerece religião alguma, os guias da Umbanda deixam clara essa determinação sob o seguinte argumento:
"Todas as religiões salvam almas"!
Resumindo esta passagem, o mau seguidor umbandista e os mistificadores são os unicos responsáveis pelas atrocidades praticadas em nome da Umbanda, mostrando aos leigos em nossas práticas o que a Umbanda não ensina e nunca pratica, fazendo valer a seguinte frase:
"A religião de Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, da mesma forma que Jesus Cristo, não é responsável pelos absurdos que são praticados em nome de Seu evangelho"!
Reflita!
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