A Umbanda
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| Os exus na Umbanda |
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Comentário do Pai de Santo
A atuação ou presença do elemento exu nos nossos templos é sempre muito polêmica.
Os exus comparecem aos templos de Umbanda apenas na função de guardião da porta dos templos ao lado dos guerreiros de Ogum e demais entidades superiores da Umbanda. Sob a supervisão de nossos Guias, podem nos ajudar a desmanchar feitiços e nesses casos são aliados de valor. Fora dessa condição, são seres mistificados por espíritos inferiores altamente malignos. Os exus não possuem autorização para atender freqüentadores em templos de Umbanda e quando um templo utiliza exus no atendimento de seus freqüentadores, esse templo não é de Umbanda. Normalmente são templos de Quimbanda mascarados como de Umbanda, ou então, são templos que misturam o ritual de Umbanda com o Candomblé e para esses templos usa-se o termo "Umbandomblé", para designar um templo que não é de Umbanda e também não é Candomblé. Os exus, embora não pertençam aos rituais de Umbanda, são evocados pelo plano espiritual superior para nos ajudar a desmanchar trabalhos de baixa magia, por serem exímios conhecedores dessas práticas. Em nossa casa os exus também são evocados por nossos Guias espirituais. Essa prática, no entanto, só ocorre raramente, a portas fechadas e sem atendimento ao público. Normalmente, o objetivo da evocação é a descarga pesada do terreiro e de seus médiuns. Fora dessa prática, trabalhar com exus é praticamente falhar como médium de Umbanda. Se for permitido o atendimento aos freqüentadores de um templo pelos exus, entre eles estarão os espíritos mistificadores conhecidos como quiumbas e rabos de encruza, que tentarão sempre desvirtuar trabalhos e enganar as pessoas. Com exus não se brinca e a eles não se pedem favores. Não há necessidade disso. Nossos Guias e Protetores possuem as forças necessárias para nos ajudar. Hoje, o termo exu é erradamente utilizado para designar qualquer espírito maligno, não são os exus que praticam as imoralidades em templos que se dizem de Umbanda, mas na realidade não o são. Os verdadeiros marginais do astral, conhecidos como rabos de encruza ou eguns, são tão malignos e imorais que praticam e ensinam coisas que os exus não praticam e não ensinam e são atraídos para dentro dos templos de precária moralidade, local onde são praticadas a baixa magia, a safadeza e a ignorância espiritual, onde a responsabilidade dessa conduta pertence ao dirigente material (Pai de Santo) que despreparado atrai aqueles que se situam em sua faixa vibratória de sentimentos, pensamentos e de conduta como ser humano. A explicação popular informa que a entidade trabalha seis meses do ano como Caboclo e os outros seis meses como exu. Isso não é verdadeiro. Na realidade, trata-se de um exu mistificador de Caboclos, seu próprio bom senso pode lhe mostrar a verdade, ou seja, não se pode servir a dois senhores, não há como ser bom durante seis meses e mau os seis meses restantes ou ainda, servir a Deus e ao demônio. Quem ensina essas besteiras é o quimbandeiro. Conheci locais que dedicavam à linha de exu um aparato superior ao destinado aos Guias, Santos e Orixás. Ao entrar no templo, encontrava no altar as imagens dos santos, todas pequenas, lascadas e empoeiradas, mas no local destinado aos exus ou ainda pior, dentro do próprio templo, lá estava a imagem do exu com 1,80 m de altura e aos pés da imagem as reverencias e obrigações eram feitas. Esses locais dedicavam aos exus um tratamento bestial. Em determinado local constatei até sacrifícios de animais aos pés da imagem e isso dentro do local destinado ao desenvolvimento dos trabalhos e isso, sem a menor cerimônia... E os ignorantes acreditavam estar fazendo o certo.
Existem dois tipo de quimbandeiro:
Esses locais não são templos de Umbanda e embora coloquem o nome da Umbanda em suas portas, todo tipo de exploração e safadeza lá é desenvolvida sob a alegação de fornecer ajuda a quem os procuram. Normalmente exploram financeiramente os incautos que lá comparecem, alegando demandas e feitiços sobre as pessoas. Promovem grandes festas aos exus e vestem-se ricamente com adornos que nada têm em comum com os exus ou os cultos de Umbanda.
E existe o quimbandeiro consciente do que pratica e desde que sejam pagos, desenvolvem qualquer tipo de trabalho (normalmente para o mal). Esse é o tipo mais perigoso de quimbandeiro, que consciente e conhecedor das leis de causa e efeito do mundo astral, evoca entidades de baixíssimo nível e desenvolve a magia de forma potencialmente negativa.
Nesses locais só existem o sofrimento e a vampirização.
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Exús na Umbanda