A Umbanda
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Os Orixás
Muita polêmica existe em relação aos Orixás, bem como, em relação as formas de cultuá-los e na África foram e são deuses dos povos de diversas nações. Nossos irmãos africanos possuiam Orixás praticamente para tudo. Com a chegada dos escravos africanos no período colonial, juntamente com eles vieram os seus cultos, seus rituais e dogmas.
Os Orixás na Umbanda não são cultuados com oferendas, desta forma, entendemos que os Orixás não comem e não bebem, como vemos em despachos nas cachoeiras, nas matas, etc. Em meio aos escravos não vieram apenas os plebeus, entre eles vieram também reis, príncipes, sacerdotes e feiticeiros. Ao Brasil chegaram aproximadamente 60 Orixás, o Candomblé cultua perto de 18 Orixás (existem muitas variações de uma nação para outra) e a Umbanda cultua 10 deles. Muitos atacam o Candomblé devido aos sacrificios de animais e ninguém tem esse direito. Todas as religiões possuem "dogmas" (Dogma = Ponto fundamental e indiscutível de uma religião). Dentro dos dogmas do Candomblé os sacrificios fazem parte de seus rituais e devem ser respeitados por todos. Muitos criticam o sacrificio dos animais no Candomblé, mas ao mesmo tempo se alimentam de carne, isso sim é hipocrisia! E no Candomblé a carne dos animais é depois também consumida por seus seguidores, tal qual fazemos em nossas casas, restaurantes, etc. 1. - Fetiche = Instrumento sagrado de um Orixá, através do qual o Orixá pode ser pressentido ou representado no plano físico. Como exemplo; a espada está ligada e representa Ogum, a machada representa Xangô, a flecha representa Oxossi, etc. Na Umbanda, alguns fetiches não tem origem africana, como exemplo; a cruz representa Oxalá, a cruz com degraus representa Omulú, o pentagrama representa Oxum, a âncora representa Iemanjá, etc. Dai a necessidade de compreensão das diferenças entre os dois cultos.
O problema que gera a confusão é que todo terreiro que se diz de Umbanda e seus dirigentes permitem o sacrifício de animais, deixam claro que esse templo não é de Umbanda. Essa conduta deve-se ao fato de que no passado o Pai de Santo normalmente sem a missão sacerdotal, foi buscar conhecimentos necessários para conduta de um terreiro no Candomblé, já que os Pais de Santo de Umbanda, não ensinam esses conhecimentos a qualquer um, ensina-os apenas àqueles que iniciarão como dirigentes de um novo templo a pedido do plano espiritual superior. Qualquer Pai de Santo sem a missão sacerdotal (missão que vem do seu berço) que recorra aos dogmas do Candomblé, implantará as camarinhas, a raspagem, a catulagem, as comidas de santo e os sacrifícios de animais e para esses terreiros, recentemente se tem usado o termo "Umbandomblé" para designar o terreiro que não é de Umbanda e também não é Candomblé. O termo é pejorativo, já que esse terreiro não é nem uma coisa nem outra e o fanatismo por lá impera. Nesses terreiros, às vezes existem cultos que são divididos, de forma que em um determinado dia de trabalho se diz praticar Umbanda e em outro dia pratica-se Candomblé. E em casos mais graves as duas formas de culto ocorrem no mesmo dia. O Candomblé cultuado com seriedade de culto não aceita a Umbanda e a quer longe de seus cultos e vice- versa. Sabemos que a intenção dos dois cultos, não é desmerecer um ao outro, simplesmente o Candomblé não aceita nossos dogmas, como também não os aceitamos em seus dogmas, devido as enormes divergências que existem entre os dois cultos. Tanto as pessoas do Candomblé, como as da Umbanda desejam ardentemente a distinção entre os cultos, já que aquilo que é praticado em um culto, nada tem em comum com o outro, de forma que se chega a abominar certas práticas em ambos os casos. A confusão na cabeça das pessoas ignorantes ao que praticamos se faz devido ao uso de diversos fatores semelhantes nas duas religiões, como exemplo, os atabaques, as roupas brancas, as guias que usamos, etc. Esses fatores é que permitem a confusão. Por serem parecidos, mas não semelhantes, dão a idéia ou impressão que são a mesma coisa, quando na realidade não o são. O Candomblé segue normas e princípios distintos e seu culto é regido de forma hierárquica muito rígida. Essa hierarquia concede ao Pai de Santo de Candomblé, poderes ilimitados em relação aos seus adeptos e seguidores. No Candomblé somente ao Pai de Santo cabe transmitir as mensagens dos Orixás, dentro de um ritual de cantos e danças ou através dos búzios. O Orixá dentro de sua linha vibratória influencia seus mensageiros espirituais, que são por nós conhecidos como Guias de Umbanda. Esses espíritos Guias incorporam nos médiuns durante os trabalhos que são realizados em nossos templos e transmitem desta forma, seus ensinamentos, sentimentos, leis e emanações, sem a necessidade de oferendas e obrigações. A força que os Orixás possuem é imensa, para melhor compreensão, imagine o Orixá conhecido como Oxossi. Na Umbanda Oxossi é o senhor das matas e praticamente o senhor de todos os caboclos, constatamos em todos os terreiros que visitamos, que o respeito que todos os caboclos tem por Oxossi, é imenso. Ele é conhecido também como o Orixá caçador, mas não de animais e sim, de almas (o catequizador). Sendo as matas os seus domínios, ele na realidade é a própria mata, em toda a sua força e grandeza, capaz de gerar a vida, mantê-la e protegê-la dentro das matas. Essa força em toda a sua magnitude, não pode ainda ser compreendida pelo homem, podemos apenas pressenti-lo, através de seus fetiches e do que aprendemos sobre ele, sobre o seu grande conhecimento, aliado a sua imensa força espiritual. Espírito - Perispírito - Corpo físico Espírito é o ser indivisível, não material e imortal, criado por Deus. Os caboclos dizem que um espírito é como se fosse uma palavra de Deus, que Ele nunca repete. Portanto somos únicos, não existe um espírito igual a outro, podem ser parecidos, mas nunca iguais.
Os Orixás agem nos campos mental e astral, emanando Deles sentimentos e leis, que refletem no plano físico através de seus enviados, por nós conhecidos como guias de Umbanda. Um guia uma vez incorporado em seu médium, transmitirá os ensinamentos oriundos dos Orixás aos seguidores umbandistas.
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